os mídias, provando uma vez mais a sua indepêndecia, revelaram
o caso de relações sexuais entre o presidente dos EUA, Clinton,
e uma sua subordinada, praticante na Casa Branca, Monica;
A verdadeira mensagem
Na realidade os mídias e os atores (Clinton & Co.) encenaram
o caso até ao mais pequeno pormenor para imprimir nas cabeças
das massas que :
é legítimo mentir, a mentira é positiva,
até estimula a felicidade conjugal. Que melhor mensageiro do que
o presidente, mentindo no julgamento sobre juramento para propagar
a mentira como modelo, fazendo aceitar a destruição da honestidade
?
despenalização da mentira. Como planeado o caso culmina
na absolvição do que até então era considerado
como crime - testemunho sob juramento. Que melhor caso poderia haver para
estabelecer um precedente legal no processo de destruição
da justiça ?
a mulher de Clinton, Hillary, joga o seu papel na perfeição,
defendendo sempre o marido. Para além de propagar a cumplicidade
na mentira (as pessoas são levadas a pensar que isso não
só ajudou Clinton a guardar o lugar como também reforçou
a harmonia do casal, e portanto dá resultados positivos), trata-se
sobretudo de implantar a aceitação da destruição
do valor da lealdade conjugal. Que melhor mensageiros do que o presidente
e
a primeira dama ?
Detalhes como sexo oral e sexo com charuto são utilizados
não apenas para que a mensagem atinja o maior número possível
de pessoas, ou seja, os que não se interessariam pelo caso se
este fosse apenas político. Para além disso serve a fazer
aceitar como normais comportamento sexual desnaturado e eliminar o respeito
pela dignidade da mulher
A encenação da oposição
O procurador geral, Kenneth Clark, enquanto processo durou, jogou seu papel
de acérrimo defensor da justiça em quem as pessoas alarmadas
punham ainda a esperança de não perder a confiança
no sistema judicial americano. Assim que Clinton foi absolvido, os mídias
só se tornaram a lembrar dele quando não pouco depois fêz
elogios a Clinton ... enquanto que o "conservador" Bush deu a Clinton cargos
de representação, assim que foi eleito (Atualização
2001), evitando qualquer menção do caso.
Terror
Um outro objetivo foi avançar com a campanha de terror e intimidação,
que tinha começado em grande escala com o assassínio em massa
e em direto pela televisão, de crianças em Waco, Texas, ordenado
por Janet Reno (a ministra da " Justiça "de Clinton), o qual atingiu
a primeira etapa com o atentado de Oklahoma, em 1995. Basta ouvir como
o ator Alec Baldwin (uma
das armas principais de Hollywood) ameaça de morte os opositores
de Clinton.
O caso Lewinsky e os foruns da internet
Em 1998 havia ainda possibilidade de discutir em fóruns controlados
pelos mídias de massas. No fórum da CNN, John Weekly deu
uma demonstração de defesa da verdade, enfrentando um grupo
de de psyops da NSA na CNN .
Assim que Clinton foi absolvido a CNN encerrou o fórum. Todas
as mensagens de John foram apagadas, em particular duas na última
página, para onde conduzia a ligaçâo da página
dos fóruns.
A sua atitude foi uma das causas de a CNN & Co. acabarem com tais
discussões.
Técnica do alibi para mentes alarmadas
Em Outubro de 1998, os Sérvios procuravam encontrar uma resposta
à pergunta "porquê a monstruosa campanha de mentiras contra
Milosevic e a Sérvia ?". Os psy-ops da NSA, usando a técnica
de controle da mente da "alibi para preocupados", lançaram a "explicação",
de que se tratava de um caso "wag the dog", isto é : para distrair
a opinião pública do caso Lewinsky.
Com extremo sucesso. Práticamente todos se recusaram a acreditar
a horrível verdade. O caso Clinton - Lewinsky foi encenado, entre
outras coisas, para distrair a opinião pública da preparação
da ocupação da Jugoslávia.
Resumo - comparação com O.J. Simpson, lições
O argumentista planeia a peça seguinte a partir dos resultados da
anterior. Algo como o caso O.J. Simpson tinha que ter sido bem sucedido,
para que a peça "Clinton-Lewinsky" pudesse ser representada .
Foi uma das encenações mais conseguidas, isto é
em que a lavagem ao cérebro das massas deu mais resultados. O principal
responsável pelo argumento (possívelmente a mesma pessoa)
soube reutilizar muitas das técnicas do caso O.J. Simpson, alargando
a variedade e intensidade do arsenal das armas utilizadas, de acordo com
os objetivos mais amplos e com o maior grau de risco.
O maior fator de risco é sempre a quantidade e qualidade de
pessoas que se liberam das cadeias mentais ao serem confrontadas com a
subtilidade cada vez menor da representação. Mas no dia em
que Clinton foi absolvido houve ainda menos protestos do que no dia em
que O.J. Simpson foi declarado inocente.
Os conspiradores sabiam que, a 24 de Março de 1999, quando Belgrado
começou a ser bombardeada, não havia risco de revolta.